Servidores públicos estaduais que dependem do Sistema de Assistência à Saúde (SAS) enfrentam sérias dificuldades para obter atendimento médico em Londrina. A transição entre prestadores de serviço tem resultado em consultas desmarcadas, falta de informações e viagens perdidas por pacientes de toda a região.
A pedagoga Ermínia Demasceno relata que dores constantes no joelho a impedem de trabalhar. Sem o atendimento especializado, ela não consegue o atestado médico necessário para justificar a ausência escolar. Ermínia afirma que já perdeu uma cirurgia durante o período de mudança no sistema e encontra obstáculos até para acessar o próprio prontuário. "É de chorar", desabafa a servidora.
O problema afeta também beneficiários de cidades vizinhas. O cabo da reserva da Polícia Militar, Odair Marcos Garcia, viajou mais de 100 quilômetros partindo de Lupionópolis e só soube do adiamento da consulta ao chegar ao local. Segundo ele, esta foi a terceira vez que o atendimento foi reagendado sem aviso prévio. A aposentada Matilde Cason, que aguardava o primeiro retorno pós-operatório, também teve o procedimento cancelado sem comunicação.
Em nota, o Hospital Evangélico de Londrina, que assumiu os atendimentos gradativamente desde 1º de fevereiro, orientou que os beneficiários com procedimentos agendados pelo antigo prestador entrem em contato para reagendamento. A unidade informou que possui em sistema apenas as marcações realizadas a partir de 2 de março.
Canais de Atendimento:
Telefone: (43) 3324-0003
WhatsApp: (43) 99686-1515 ou (43) 99176-7134