O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) abriu uma sindicância para investigar a reação adversa apresentada por um paciente durante uma transfusão de sangue na Santa Casa de Londrina. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22). O procedimento também vai apurar a conduta dos profissionais envolvidos no atendimento.
O paciente, de 60 anos, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a Santa Casa, ele está estável e apresenta boa evolução clínica. A transferência para a unidade ocorreu por precaução, para garantir monitoramento contínuo e assistência especializada após a intercorrência.
Hospital afirma que adotou medidas assistenciais
Em nota, a Santa Casa informou que identificou o evento adverso e adotou as medidas assistenciais necessárias. A instituição também afirmou que a família foi acolhida, as autoridades competentes foram comunicadas e os procedimentos de apuração e notificação estão em andamento.
O hospital declarou ainda que está revisando protocolos e rotinas para prevenir novos episódios.
Esposa relatou possível incompatibilidade sanguínea
O caso veio a público após a esposa do paciente relatar à reportagem da Tarobá uma possível incompatibilidade entre o tipo sanguíneo do marido e o da bolsa utilizada na transfusão.
Segundo ela, o homem havia retornado ao hospital para tratar um quadro de anemia e tinha indicação para receber duas bolsas de sangue. A mulher afirmou que ele alertou a equipe de enfermagem sobre uma possível divergência.
A Santa Casa não detalhou as circunstâncias da intercorrência nem informou qual hemocomponente foi utilizado. A possível incompatibilidade relatada pela esposa ainda está sob apuração, e não há confirmação de que essa tenha sido a causa da reação.
A sindicância do CRM-PR deverá apurar as circunstâncias do atendimento e a atuação dos profissionais envolvidos.