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De funcionários a criminosos: ex-técnicos de telefonia são presos por furto de fios em Londrina

16 abr 2026 às 20:13

Uma ação do 5º BPM (Batalhão de Polícia Militar) resultou na prisão de três homens no Jardim União da Vitória, zona sul de Londrina, logo após o furto de uma grande quantidade de cabos de telefonia. O caso chamou a atenção das autoridades pelo modus operandi especializado: os suspeitos são ex-funcionários de uma empresa do setor e utilizavam o conhecimento técnico, além de uniformes e crachás, para cometer os crimes à luz do dia sem levantar suspeitas. 


A abordagem ocorreu após uma denúncia anônima que levou os policiais a localizarem o trio em um veículo carregado com um rolo extenso de fios. Ao serem questionados, os homens não sustentaram a versão de serviço oficial e confessaram o crime de furto qualificado.



Segundo o Capitão Emerson Castro, do 5º BPM (Batalhão de Polícia Militar), o grupo agia de forma coordenada, dividindo tarefas para otimizar a ação e evitar flagrantes. Enquanto um integrante realizava o corte da fiação, o veículo passava na sequência para recolher o material. 


Além dos cabos, a PM (Polícia Militar) apreendeu escadas e ferramentas profissionais de corte e instalação que eram utilizadas para simular manutenções de rotina, enganando moradores da região. A estratégia "profissional" adotada pelos criminosos visava inibir denúncias, aproveitando-se da credibilidade que o uso de identificação empresarial confere aos técnicos que trabalham em postes de iluminação e telefonia.


A polícia confirmou que os três detidos já possuem histórico criminal. Embora o peso exato da fiação não tenha sido aferido no local, o volume foi considerado expressivo pelas equipes de segurança pública.


 Além do material e do automóvel, os celulares dos suspeitos foram apreendidos e serão submetidos à perícia pela PCPR (Polícia Civil do Estado do Paraná) para identificar os receptadores do cobre, elo fundamental na cadeia desse tipo de crime. Os indivíduos foram encaminhados à Central de Flagrantes de Londrina para os procedimentos de polícia judiciária, reforçando o alerta para que a população denuncie movimentações suspeitas, mesmo quando os envolvidos pareçam estar a serviço de concessionárias.

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