Cidade

Defesa de GM alega legítima defesa em caso Murilo

04 set 2026 às 21:25

A defesa do guarda municipal envolvido no disparo de arma de fogo contra o adolescente Murilo Dias afirmou que uma nova imagem anexada ao processo é decisiva para o esclarecimento dos fatos. O advogado Claudio Dalledoni, que representa o servidor público, sustentou que o agente atuou em amparo da legítima defesa própria e de terceiros, além de atuar no estrito cumprimento do dever legal.


De acordo com a versão apresentada pela defesa, a ocorrência registrada no dia 31 de julho começou após Volmir Dias, pai de Murilo, agredir e ameaçar a companheira de morte, além de efetuar disparos para o alto. Acionados para conter a situação, os guardas municipais iniciaram a perseguição ao veículo, que não respeitou os sinais luminosos e sonoros das viaturas. Durante a fuga, o motorista sob efeito de álcool atropelou um motociclista e colidiu contra outros automóveis.


O advogado relatou que a abordagem final ocorreu após o carro do suspeito ficar preso em um engarrafamento. No momento da intervenção, o pai continuou desobedecendo às ordens policiais, enquanto o filho menor de idade desembarcou do veículo.


"O indivíduo que estava ao lado, seu filho menor de idade, sai do carro e não obedece, acessando a arma de fogo na cintura. O policial municipal cessa aquela iminente agressão que estava para acontecer", afirmou Claudio Dalledoni.


A defesa do guarda municipal reforça que todos os atos praticados pela equipe durante a ocorrência respeitaram os limites previstos pela legislação e que o conjunto probatório comprova a reação proporcional do agente diante do risco iminente.

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