A Delegada Anna Karine Palodetto, da Polícia Civil de Cascavel, concedeu entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (13), onde falou sobre as investigações sobre o assassinato de Sônia Toguti, em 2019.
Na situação, Sônia foi morta a facadas dentro de sua própria residência durante a madrugada, por um assaltante que praticava roubo a seu apartamento. Houve também um estupro contra vítima, mas ainda não se sabe se aconteceu antes ou depois da morte da mulher. Segundo a Delegada, as investigações deram inicio em 2019, e um suspeito chegou a ser preso e confessou o crime, no entanto, ele foi liberado e absolvido posteriormente por falta de provas.
A investigação seguiu para identificar o verdadeiro autor do crime, e um outro suspeito, que teria negado em primeiro momento ter sido o autor, foi incriminado após a realização da perícia genética, onde ficou comprovado que ele foi o autor de ambos os crimes. Com o fato já esclarecido com a autoria imputada a esse homem, o Ministério Público ofereceu a denúncia, representando pelo mandado de prisão contra o acusado, que foi deferido e cumprido, já que o homem já estava detido por outro crime.
Segundo a delegada, o acusado já é conhecido do setor policial, pela prática rotineira de crimes de furto, e a região em que ele mais atua é justamente o mesmo bairro onde Sônia foi morta.
Na versão apresentada pelo homem, ele já conhecia a vítima e tinha uma proximidade sentimental com ela. Ele teria sido convidado por Sônia para ir até a casa dela, e por fim houve o resultado já conhecido por todos, com a morte da mulher. Porém a Delegada afirma que a versão dele não tem nenhum suporte, uma vez que os elementos trazidos nos autos apresentam diversas provas contrárias a versão do acusado.
Agora o caso passa a ser discutido em esfera penal, onde é acusado por latrocínio, já que entrou na residência com o objetivo do furto, e segundo a investigação, acredita-se que Sônia teria acordado e reagido ao crime. O homem então desferiu as facadas contra vítima e posteriormente praticou o crime sexual. A perícia irá mostrar se houve o crime antes ou depois da morte de Sônia, podendo se caracterizar como estupro ou vilipendio.