O número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho chegou a 111 no Paraná até 16 de outubro, segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT). Em dez dias, o total aumentou 48%, passando dos 75 registros contabilizados até 6 de outubro.
O assédio eleitoral ocorre quando trabalhadores são pressionados ou constrangidos por causa de suas escolhas políticas. Entre as situações que podem configurar a prática estão ameaças relacionadas à permanência no emprego, promessas de benefícios em troca de votos e pressão para participar de atividades políticas.
As condutas também podem envolver discriminação por preferência eleitoral e ocorrer por mensagens, inclusive em aplicativos, ou presencialmente no local de trabalho. O MPT orienta que situações suspeitas sejam denunciadas para apuração.
Denúncias já geraram medidas
Entre as 75 denúncias registradas até 6 de outubro, 36 resultaram em recomendações às empresas, cinco levaram à assinatura de termos de ajuste de conduta (TACs) e duas deram origem a ações judiciais movidas por pessoas que relataram ter sofrido assédio.
O Ministério Público do Trabalho informou que a fiscalização continua até o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
As denúncias podem ser encaminhadas diretamente ao órgão ou pelos canais disponíveis no site oficial do MPT no Paraná: prt9.mpt.mp.br.