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Deputados questionam pedágio eletrônico e pedem suspensão da cobrança no Lote 6

18 mar 2026 às 12:25

Deputados estaduais voltaram a questionar o modelo de pedágio eletrônico no Paraná e ingressaram com uma nova ação popular pedindo a suspensão da cobrança no Lote 6, onde o sistema free flow já está em funcionamento.


O alvo da ação são os pórticos instalados nas regiões Oeste e Sudoeste do estado, com cobrança ativa desde 23 de fevereiro em trechos de Santa Lúcia, Vitorino e Ampére, operados pela concessionária EPR Iguaçu. A empresa recebeu autorização da ANTT após a aprovação de um aditivo contratual.


No entanto, os parlamentares alegam que o modelo adotado é irregular, principalmente por não garantir a cobrança proporcional ao trecho percorrido pelos motoristas.


Esta é a segunda ação movida pelo grupo. Em relação ao Lote 4, pedidos anteriores para impedir a instalação dos pórticos foram negados sob o argumento de que a cobrança ainda não havia começado. Agora, com o sistema em operação, os deputados apontam urgência, citando risco de prejuízo ao patrimônio público.


Segundo a ação, ao substituir praças físicas por pórticos eletrônicos sem cumprir requisitos legais e contratuais, a concessionária pode reduzir custos operacionais e ampliar a arrecadação, sem o devido reequilíbrio econômico-financeiro em favor do poder público e dos usuários.


Como funciona o pedágio eletrônico

O sistema free flow elimina as cancelas e permite a cobrança automática dos veículos em movimento.


  • Com TAG eletrônica: a cobrança é feita automaticamente ao passar pelo pórtico.

  • Sem TAG: a placa do veículo é registrada e o motorista tem até 30 dias para pagar.


A tarifa fica disponível cerca de duas horas após a passagem. Caso o pagamento não seja realizado dentro do prazo, o valor é convertido em multa, que pode chegar a R$ 195.


Formas de pagamento

Os motoristas podem quitar a tarifa por diferentes canais:


  • Aplicativo de pedágio eletrônico da EPR

  • Site da concessionária

  • Totens em bases de atendimento (SAU)

  • Pontos físicos ao longo da BR-163

  • Estabelecimentos comerciais parceiros

  • Praças tradicionais da BR-277

  • Sede administrativa da empresa, em Cascavel


Os pagamentos podem ser feitos via Pix, cartão de débito ou crédito.


A orientação é que usuários com TAG acompanhem o extrato após a passagem. Em caso de divergência, o prazo para contestação junto à concessionária é de até sete dias.


A discussão sobre o modelo segue em andamento e deve ganhar novos desdobramentos judiciais e políticos nas próximas semanas.

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