Meses após um grande mutirão de limpeza, o Rio Quati voltou a apresentar um cenário preocupante em Cascavel. Durante uma nova ação de retirada de resíduos, equipes encontraram uma grande quantidade de lixo acumulado às margens e dentro do curso d’água.
Entre os materiais recolhidos estão garrafas, pneus, móveis, plásticos e até eletrodomésticos. Resíduos que foram descartados de forma irregular e acabaram chegando ao rio, causando impactos ambientais e aumentando os custos das operações de limpeza.
Enquanto homens e máquinas trabalham para recuperar o local, uma pergunta volta a aparecer: até quando será necessário retirar tanto lixo dos rios?
O Rio Quati é apenas um dos exemplos. Cascavel possui uma extensa rede de rios e córregos, como o Cascavel, Marreco, Andrada, São Francisco e do Salto. Além disso, o município conta com quatro importantes mananciais — Cascavel, Peroba, Saltinho e São José — responsáveis por parte do abastecimento de água da população.
A preservação desses recursos é fundamental para garantir a qualidade da água e o equilíbrio ambiental da cidade.
Nos últimos anos, Cascavel também investiu na criação de espaços como os ecoparks, que têm como objetivo recuperar áreas verdes, proteger nascentes e aproximar a população da natureza. No entanto, especialistas destacam que nenhuma obra consegue resolver o problema sem a participação da comunidade.
O lixo descartado nas ruas pode ser levado pela chuva até as galerias pluviais e, posteriormente, chegar aos rios. Por isso, atitudes simples, como separar corretamente os resíduos e utilizar os serviços disponíveis de coleta, fazem diferença na preservação do meio ambiente.
A Prefeitura reforça que o município oferece diferentes formas de recolhimento de materiais e alerta que o descarte irregular provoca prejuízos ambientais. Segundo a administração, muitos dos objetos encontrados nos rios poderiam ser reaproveitados ou até gerar renda para famílias que trabalham com reciclagem.
As ações de limpeza continuarão sendo realizadas, mas a solução definitiva depende da mudança de comportamento da população. Preservar os rios não é apenas uma responsabilidade do poder público, mas um compromisso diário de todos os moradores.