O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento e tratamento de diabetes cresceu de forma significativa nos últimos tempos. Com isso, uma preocupação paralela também ganhou destaque: o descarte irregular de seringas, agulhas e canetas aplicadoras, que representa risco ambiental e, principalmente, à saúde pública.
Muita gente ainda não sabe onde ou como descartar corretamente esse tipo de material. A falta de informação tem impactado diretamente o trabalho realizado nos locais de triagem de recicláveis, onde objetos perfurocortantes acabam sendo encontrados misturados ao lixo comum.
O problema se intensificou com a popularização das chamadas canetas emagrecedoras. Esses dispositivos, quando descartados de forma inadequada, expõem trabalhadores a acidentes e aumentam o risco de contaminação durante a separação dos resíduos.
Em Cascavel, o município conta com seis ecopontos para o descarte correto de diferentes tipos de materiais. Um deles fica na Avenida Manaus. No local, trabalhadores lidam diariamente com situações perigosas. Claudinei, que atua há cinco anos no ecoponto, relata a dificuldade enfrentada quando seringas e agulhas aparecem no meio do material reciclável.
A expectativa é que, com o aumento no uso desses medicamentos, a presença desse tipo de resíduo também cresça, tornando ainda mais urgente a conscientização da população.
O descarte incorreto pode causar ferimentos graves, além de expor trabalhadores a riscos biológicos. Por isso, a orientação é que esses materiais sejam acondicionados de forma segura e encaminhados aos pontos adequados de coleta, evitando que cheguem aos ecopontos ou ao lixo comum.
A atenção ao descarte correto é fundamental para proteger quem trabalha na reciclagem, preservar o meio ambiente e garantir a segurança de toda a comunidade.