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"Descontrole: A Febre dos Emagrecedores": Canetas emagrecedoras entram na rota do contrabando

05 nov 2026 às 12:31

A Tarobá dá sequência na série "Descontrole: A Febre dos Emagrecedores", uma produção para desmistificar o uso desenfreado das canetas emagrecedoras, inicialmente criadas para o tratamento da diabetes, que se popularizaram pelo uso na perda de peso. Em seu terceiro episódio, a produção mostra como as canetas emagrecedoras entraram na rota do contrabando. 


A popularização dos medicamentos e a proximidade com a fronteira, fizerem com o acesso aos emagrecedores fosse facilitado. No entanto, muitas vezes esse transporte é feito de forma ilegal e sem respeitar as devidas recomendações de armazenamento dos produtos. 


Segundo a Polícia Rodoviária Federal, essa popularização causou também um aumento no número de apreensões. De acordo com a PRF, somente no primeiro semestre de 2026, mais de 51 mil unidades de canetas emagrecedoras foram apreendidas. 


Dentro de baús de caminhões, dentro de garrafas e até embaixo de solados de tênis, são inúmeras as manobras que os transportadores encontram para driblar a fiscalização. 


Para a Policial Rodoviária Federal, Neo Golçalves, essas apreensões representam um crime contra a saúde pública, já que o transporte irregular pode colocar em risco a saúde de quem consome estes produtos sem procedência e armazenados sem os devidos cuidados: "As pessoas acham que estão cometendo um crime de contrabando mas trata-se de um crime de saúde pública, é uma pena muito maior, a prisão é de 10 a 15 anos, uma pena maior do que a do tráfico de drogas", coloca. 


Ainda em meio aos riscos, há quem opte por arriscar a saúde, já que no país vizinho, a medicação é significativamente mais barata. Para a médica Valéria Marques, esse preço pode ser pago na saúde de quem consome: "O que nós assusta é o que está misturado neste produto. Se ele está misturado com outro produto. Esse mercado paralelo tornou a medicação muito barata e isso torna cada vez mais acessível e representa um risco à saúde pública", conta. 




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