Estimativas de pesquisadores indicam que o número de diagnósticos de câncer colorretal no Brasil, entre 2026 e 2030, pode ser até três vezes superior ao registrado entre 2001 e 2005. O avanço da doença preocupa especialistas, especialmente pelo aumento da incidência em pessoas com menos de 50 anos. A previsão é que o número de mortes pela enfermidade no país chegue a 127 mil até o fim desta década.
O construtor Carlos Rossini, de 63 anos, descobriu a doença em 2024. O diagnóstico surpreendeu a família e deu início a um tratamento no Hospital do Câncer de Londrina em 2025. Após finalizar os procedimentos em novembro do ano passado, Rossini mantém agora um acompanhamento médico trimestral.
De acordo com o oncologista Everton Germano, três fatores principais explicam o crescimento da doença entre o público jovem: má alimentação, estilo de vida sedentário e hábitos prejudiciais à saúde. O médico ressalta que os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras enfermidades, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que cerca de 65% dos casos são identificados apenas em estágios avançados. O tratamento varia conforme a gravidade de cada quadro e deve ser aliado a hábitos saudáveis. A recomendação médica foca na prevenção e na atenção aos sinais do corpo para evitar o agravamento da patologia.