Dois especialistas em infraestrutura e logística estiveram em Cascavel nesta segunda-feira (20) para o debate intitulado "O novo modelo do pedágio: as obras da região Oeste e término dos contratos atuais".
O evento, realizado na Acic - Associação Comercial e Industrial de Cascavel, foi aberto à comunidade. O debate foi uma iniciativa do Sinduscon Paraná Oeste, em parceria com o Codesc (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Cascavel) e POD (Programa Oeste em Desenvolvimento).
Os especialistas que estiveram presentes foram o deputado estadual Homero Marchese, que abordou o tema "As obras remanescentes e o fim dos contratos atuais" e João Arthur Mohr, gerente de Assuntos Estratégicos da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná, que falou sobre o tema "As obras dos lotes 5 e 6 do novo modelo de concessão".
Logo após as palestras, houve a realização de uma mesa redonda mediada pelo presidente do Sinduscon Paraná Oeste, Ricardo Lora, com a participação, além de Marchese e Mohr, do vice-presidente da Fiep, Edson Vasconcelos, e de outras autoridades.
Segundo Edson Vasconcellos, o evento tinha como objetivo trazer informações detalhadas sobre o atual contrato de pedágio, que se encerra no dia 27 de novembro, e sobre a nova concessão que deve ser realizada em 2022.
Há ainda dúvidas de como será a manutenção e conservação das rodovias durante o hiato que haverá da finalização do atual contrato até a nova concessão. Também foram abordadas no debate, a relação das obras que foram detalhadas na audiência publica de fevereiro, para que haja um acompanhamento dessas obras durante o período de concessão no novo contrato.
Uma das propostas que foram expostas durante a discussão, foi a criação de um portal de acompanhamento dessas obras, para que depois de licitadas, haja uma supervisão afim de que haja execução das obras no tempo previsto.
Além disso, há a intenção de que, caso essas obras não sejam cumpridas, haja redução no preço tarifário devido a não concretização do que foi estimado. Segundo Edson, isso dá maior segurança para que haja realmente a execução dessas licitações.
Por fim, a discussão também abordou a modelagem do pedágio, seja pelos trechos não desejados pelos participantes, como também as praças indesejadas, caso da prevista na BR-467, entre Cascavel e Toledo.