O conflito pelo uso de espaços públicos em Londrina tem gerado reclamações de motoristas de aplicativo e taxistas nos últimos dias. O uso de cones para reservar vagas em pontos de táxi e a dificuldade de encontrar locais permitidos para o desembarque de passageiros estão no centro da discussão.
Motoristas de aplicativo relatam impedimentos ao tentarem utilizar pontos de táxi para paradas rápidas. Segundo João Pedro Marques, que atua no setor há sete anos, a presença de cones em via pública obstrui o trânsito e fere o Código de Trânsito Brasileiro. Ele defende que, embora os taxistas tenham a concessão do ponto, o embarque e desembarque deveria ser permitido para outras categorias, assim como ocorre em pontos de ônibus.
A presidente da associação de motoristas de táxi, Kate Rocha, afirma que os cones são uma medida para evitar o estacionamento irregular de veículos particulares, e não para barrar motoristas de aplicativo. De acordo com a representante, a ocupação indevida das vagas prejudica o trabalho dos cerca de 300 taxistas que operam hoje na cidade.
Uma das soluções propostas pela categoria é o desmembramento dos pontos de táxi atuais. A ideia é reduzir o tamanho de pontos grandes e espalhar as vagas por diversas regiões de Londrina. Essa redistribuição abriria espaço para a criação de novas vagas exclusivas de embarque e desembarque, o que beneficiaria ambos os serviços e reduziria os conflitos.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que tem expandido as vagas de curta duração, com limite de 15 minutos, desde 2024. O presidente do órgão, Renan Salvador, afirma que a ampliação desses espaços é a alternativa imediata enquanto a legislação federal não define regras específicas para a atuação de aplicativos nesses pontos. Os motoristas de aplicativo, por sua vez, pedem que a fiscalização da CMTU seja mais orientativa e menos punitiva durante esse período de adaptação.