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DNA ajuda a condenar homem por estupro da filha em Marialva

24 set 2026 às 09:33

Um homem foi condenado a 55 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão por estupro de vulnerável contra a própria filha, em Marialva, no Norte Central do Paraná. A sentença foi proferida pelo Juízo Criminal da comarca após o reconhecimento de diversos crimes praticados em continuidade delitiva.


Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), os abusos começaram quando a vítima ainda era criança e se estenderam até a adolescência. As agressões resultaram na gravidez da vítima.


DNA CONFIRMOU PATERNIDADE


Durante a investigação, o Ministério Público conseguiu obter objetos descartados voluntariamente pelo acusado em uma unidade de saúde, entre eles uma máscara facial e outros utensílios que continham material genético.


Os itens foram encaminhados para análise da Polícia Científica. O exame de confronto genético comparou o DNA encontrado nos objetos com o material biológico do bebê.


O resultado confirmou que o investigado era o pai da criança gerada pela própria filha. Segundo as investigações, a relação que resultou na gravidez ocorreu em março de 2025.


A prova pericial foi considerada determinante para comprovar a materialidade do crime, previsto no artigo 217-A do Código Penal. Após o resultado do exame, a prisão do homem foi decretada e ele foi detido ainda durante as investigações.


VÍTIMA FOI ACOLHIDA


Após o nascimento, o bebê foi encaminhado para adoção por meio do procedimento legal de entrega voluntária.


A adolescente, por sua vez, foi acolhida e passou a morar com a mãe em outro estado. De acordo com o MPPR, a localização da vítima foi possível após diligências realizadas pelo Ministério Público.


Além da pena de prisão, a Justiça determinou que o condenado pague R$ 30 mil à filha como reparação mínima pelos danos causados.

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