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Duplicação da BR 163: Falta de manutenção compromete a segurança de motoristas

26 abr 2022 às 12:16

As obras de duplicação da BR-163 entre Cascavel e Marmelândia começaram em 2014, e o que era para ser uma história com final feliz se tornou um pesadelo. O Grupo Tarobá de Comunicação preparou uma série de reportagens que retratam o enredo de um sonho que parou no tempo.

A viagem pela br-163 seguiu em dia de chuva. primeira parada foi e Lindoeste, onde o tráfego pela pista duplicada termina. São oito anos de espera. Valdir é dono de uma empresa que beira a rodovia e assiste de camarote os transtornos de uma obra inacabada.

"As obras estão paradas, só fizeram os dois trevos, mas não iniciaram nada. E ainda tem a questão da indenização das pessoas, que eles não terminaram nem a indenização de onde eles tem que passar com esses desvios. Como cidadão o sentimento é de revolta, a gente se sente roubado na cara dura. Com esse dinheiro que a gente já sabe que veio, já era pra ter terminado essa rodovia pelo menos até lá no rio".

Encontramos o caminhoneiro Marcelo conferindo o caminhão.

" O que tem de desnível de asfalto é muito complicado. Se você for até Capitão, vai ver como está a situação. A gente sofre, minha carga balança, tem horas que ela quer cair, devido aos buracos que tem".

E lá fomos nós. O que era para estar pronto desde 2017 virou um caos. O velho asfalto está precário, cheio de ondulações que representam risco. Ao longo do trecho há segmentos duplicados.

A placa indica que se o motorista usar a pista não liberada está sujeito a multa. E o governo? E o consórcio para executar o serviço, sofrerão sansões por começar o trabalho e não terminar? A BR-163 está a mercê do tempo e do descaso.

A viagem pela 163 requer paciência. longas filas se formam, obstáculos não faltam. Fluxo intenso, pista simples e sem acostamento. Nos deparamos com um caminhão quebrado.

"Muito buraco, daí quebrou uma peça ali embaixo. Tem muito buraco mesmo, a estrada tá bem complicada".

Sem falar no perigo de arrumar o caminhão praticamente na rodovia por falta de área de escape.

" Perigoso que as carretas passam, porque caminhão quando quebra não tem lugar (para parar) "

Em Santa lúcia, mais problema. O projeto previa um viaduto, a obra não concluída virou transtorno no meio do caminho.

O trânsito da rodovia já deveria estar fluindo aqui em baixo. A obra também tem a função de fazer a ligação segura no município. Hoje ele é um obstáculo. Por ter sido concluído representa perigo, acidentes já aconteceram.

Adenir presenciou várias ocorrências. a lanchonete onde ele trabalha fica de frente para a obra do viaduto.

"Um senhor que caiu com seu trator, veio abastecer no posto, estava fazendo o contorno e caiu na ribanceira. Um menino também caiu com seu carro ali, quebrou a perna, teve ferimentos graves, danos no veículo. Fica uma situação bem perigosa".

O consórcio suspendeu as atividades alegando falta de recursos para a conclusão. No orçamento deste ano estão previstos apenas R$ 8,6 milhões (R$ 8.654.489,00) para a obra no trecho. De acordo com o DNIT, tal valor é bem aquém do necessário. A data do término do contrato foi prorrogada 4x. O encerramento está previsto para o dia 31 de dezembro, mas o DNIT já prevê a necessidade de nova ampliação.

Ao órgão, o consórcio justificou a necessidade de conclusão de desapropriações.

Confira mais detalhes na reportagem de Fernanda Toigo, exibida no Jornal Tarobá 1ª Edição.

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