A Itaipu Binacional, margem brasileira, reafirmou seu compromisso com a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs) no período 2021-2025, junto à Eletrobras. O pacto foi ratificado por meio de carta enviada, na última quinta-feira (14), pelo diretor-geral brasileiro da usina, general João Francisco Ferreira, ao presidente da holding, Rodrigo Limp Nascimento.
O documento se baseia em três indicadores seguidos pelo GHG Protocol Brasil, programa que tem o objetivo de estimular as empresas a medirem e reduzirem as emissões dos gases do efeito estufa em suas atividades. São eles: consumo de combustível fóssil pelas frotas de veículos das empresas, consumo de energia elétrica e o uso de aviões de linha para o transporte dos empregados.
A empresa já havia se comprometido a reduzir as emissões de gases do efeito estufa no ciclo 2016-2020, período em que superou várias das metas. Em 2018, por exemplo, houve a redução em 43% do consumo de energia elétrica (a meta era -1,5%) e a diminuição em 50% do consumo de combustível fóssil (a meta era -1,5%). Por isso, a empresa manteve os índices de 2016-2020 para o novo período de 2021-2025.
“Tanto o Plano Estratégico quanto a Política de Sustentabilidade, os quais norteiam em grande medida as ações desenvolvidas pela Itaipu, seguem em consonância com os compromissos estabelecidos pela holding Eletrobras”, afirmou o diretor-geral brasileiro na carta. “A Missão e a Visão da Itaipu também permanecem focadas no comprometimento assumido com a responsabilidade social e ambiental e com a busca pelas melhores práticas de sustentabilidade disponíveis no mundo”, completou.
As metas
As metas estabelecidas para o indicador “Consumo de combustível de origem fóssil em veículos da própria frota (litros)” foram a redução de 0,5% para 2021; 1% para 2022; 1,5% em 2023; 2% em 2024 e 2,5% em 2025. O indicador “Consumo de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional” segue os mesmos percentuais.
Em relação ao indicador “Distância percorrida em voos no deslocamento de empregados e convidados em aviões de linha”, as metas estabelecidas são de reduzir em 0,2% em 2021; 0,4% em 2022; 0,6% em 2023; 0,8% em 2024, chegando à redução em 1%, em 2025. Como referência, a empresa vai usar os valores médios observados entre 2015 e 2019 (o ano 2020 foi excluído devido à retração da economia provocada pela pandemia da covid-19).
Acordo de Paris
Assinado por 170 países, durante a Conferência das Partes (COP 21), em 2015, o Acordo de Paris traz metas voluntárias de redução nas emissões dos GEE. O Brasil pretende reduzir as emissões em 37% até 2025 e em 43% até 2030. Para isso, estabeleceu uma série de ações em relação às energias renováveis, à preservação de florestas e à redução de emissões na indústria e na agropecuária.
A Itaipu Binacional tem feito a sua parte. A usina é considerada referência no setor energético mundial por suas contribuições ao enfrentamento das mudanças climáticas, gerando energia limpa e renovável (mais de 100 milhões de MWh em 2016), além de conservar mais de 100 mil hectares de florestas no entorno e manter ações voltadas à sustentabilidade do território. Confira alguns compromissos expressos no Acordo de Paris atendidos por Itaipu:
•Produção de energia limpa e renovável (para a produzir a mesma quantidade de energia gerada em 2016, seriam necessários 500 mil barris de petróleo por dia, cerca de um quinto da produção brasileira).
•Manutenção de mais de 100 mil hectares de áreas verdes que sequestram aproximadamente 5 milhões de toneladas de CO2 equivalente/ano.
•Recuperação de microbacias hidrográficas. São 217 microbacias atendidas, com 22 mil hectares de terraceamento e conservação de solos e 1.400 km lineares de matas ciliares recuperadas e protegidas.
•Redução das emissões da agricultura com a promoção de práticas sustentáveis, como a agroecologia e o plantio direto, que reduz emissões da agricultura.
•Incentivo ao aproveitamento de dejetos da pecuária (metano) para a produção de energia térmica, elétrica e veicular (biogás).
•Realização de diversas ações de educação ambiental nas comunidades do entorno.
•Promoção do cultivo de plantas medicinais, atividade econômica que preserva a biodiversidade da região.
•Emprego de 100 veículos elétricos em sua frota. Nos últimos 10 anos, eles rodaram 836 mil km e evitaram a emissão de 87 ton de CO2.