Os vereadores de Cascavel aprovaram na sessão desta segunda-feira (19) a Lei Orçamentária Anual, que teve como destaque um ponto polêmico: a destinação de um valor para terceirização da Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Brasília. Conforme o texto, o projeto visa executar ações de urgência pré-hospitalar móvel previsto na política nacional de atenção às urgências em Gestão Associada direcionado ao desenvolvimento das ações e atendimentos de rotina realizados na UPA Brasília.
De acordo com a Lei Orçamentária Anual, a prefeitura de Cascavel reservou R$ 13 milhões de reais para a terceirização da UPA Brasília em 2023. Assim, a Unidade de Pronto Atendimento passaria a ser de responsabilidade de uma empresa terceirizada como acontece atualmente com a UPA Tancredo Neves, que é de responsabilidade do Consamu. O valor destinado nesse caso, para o ano que vem, é de R$18 milhões.
Conforme o vereador Edson Souza, do MBD, que solicitou o destaque, a responsabilidade do cuidado com a saúde pública precisa ser do Poder Público. Como ponto negativo, o vereador afirma que 229 funcionários que atuam na UPA Brasília seriam desligados.
Segundo o secretário de saúde de Cascavel, Miroslau Bailak, a terceirização não está decretada. Só aconteceria caso o município não conseguisse chamar servidores públicos para trabalhar na saúde.
O projeto que foi aprovado com 13 votos favoráveis e 7 votos contra, deve voltar para segunda votação no plenário nesta terça-feira (20).
Veja como cada vereador votou:
Favoráveis:
Carlos Xavier, Cidão da Telepar, Cleverson Sibulski, Dr. Lauri, Josué de Souza, Mazutti, Melo, Pedro Sampaio, Romulo Quintino, Sadi Kisiel, Soldado Jeferson, Valdecir Alcântara e Serginho Ribeiro.
Contrários: Beth Leal, Policial Madril, Edson Souza, Professora Liliam, Professor Santello, Josias de Souza e Tiago Almeida.