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Empreendedorismo 2023: por que "MEIs" crescem tanto no Brasil?

18 jan 2023 às 16:17

Durante esta semana, o Tarobá Notícia exibe uma série de reportagens sobre empreendedorismo. Quais as tendências para quem quer empreender este ano? As matérias buscarão responder a essa indagação e também mostrar casos de superação e sucesso na cidade. Na terceira reportagem, que foi ao ar nesta quarta-feira (18), o telespectador viu que o número de cadastro de MEIs em Londrina cresceu e não foi só durante a pandemia.

 

Até 31 de dezembro, o número de MEIs (microempreendedor individual) chegava a 47.713 em Londrina, o que representa um crescimento de 12,64% em comparação com o ano de 2021, que fechou com 41.682. Os cabeleireiros lideram o ranking, com 3.262 profissionais. Na sequência, vem promoção de vendas, com 3.021 e comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios, com 2.817.


“A pessoa que faz acabamento em obra, às vezes, como autônoma não tinha como dar nota fiscal para construtora ou nota fiscal para quem o contratasse. Passando para a formalização, ele pode fornecer tudo isso, facilitando a sua prestação de serviço”, explicou o secretário do Trabalho, Gustavo Santos.

 

Na cidade, 54% do total de MEIs são homens e 46%, mulheres. Em relação à faixa etária, a maioria (14.263) tem de 31 a 40 anos. “Muita gente fala que os jovens estão com dificuldade de arrumar o primeiro emprego, mas eles representam hoje o terceiro lugar em número de MEIs em Londrina”, disse Santos.

 

O secretário não acredita que o aumento de MEIs seja necessariamente reflexo da pandemia da Covid-19. Conforme os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do ano passado, foram criados mais de 8,5 mil postos de trabalho em 2021. “Aquele trabalho que a pessoa fazia de maneira autônoma e informal, após saber dos benefícios que ela tem, como auxílio doença, maternidade, passaram a se formalizar e abrir o CNPJ”, apontou Santos.

 

Em Londrina, a sala do empreendedor é um dos facilitadores para o MEI. Para aqueles que querem se formalizar, o primeiro passo é ter o aplicativo gov.br e se cadastrar. “Quando a pessoa faz o cadastro, ela tem o selo de confiabilidade “bronze” e, para ser MEI, tem que ser prata ou ouro”, explicou o diretor de Desenvolvimento e Empreendedorismo em exercício, Jorge Felipe Shimada. O processo todo pode ser feito online. Depois de completar tudo, é só emitir o boleto de pagamento. 

 

O ano de 2023 pode ser um ano de mudanças para o MEI. Tramita no Congresso, uma proposta para aumentar o limite anual de faturamento para R$ 144 mil reais. Por enquanto, vale o teto de R$ 81 mil, independentemente do valor mensal das notas fiscais emitidas. “A pessoa pode emitir uma nota de R$ 10 mil e em fevereiro de R$ 20 mil, mas tem que saber que tem um saldo de R$ 81 mil que está diminuindo. Se passar disso, ele se enquadra em microempresa e aí aconselhamos procurar um contador para ajudar", falou Shimada.

 

Em fevereiro começa a valer o reajuste da contribuição mensal. O DAS, que é o documento de arrecadação do simples nacional, foi corrigido em 5%. “Aumentou o salário mínimo e aumentou também a contribuição. É 5% do salário mínimo mais impostos”, finalizou o diretor.

 

Quem quiser se registrar como MEI e tiver qualquer dificuldade ou dúvida, basta agendar um horário para atendimento presencial na Sala do Empreendedor ou então, entrar em contato pelo WhatsApp 3373-5702 das 8h às 14h.