Um empresário apontado como sendo de Londrina está entre os presos em uma operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Corregedoria da Polícia Civil nesta sexta-feira (28). A ação investiga um grupo suspeito de cobrar propina para liberar cargas ilegais de celulares e outros eletrônicos apreendidas por policiais civis.
Dos sete mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, cinco haviam sido cumpridos até a última atualização. Entre os presos estão três policiais civis, um advogado e o empresário Jonathan Vieira, apontado como um dos intermediários do esquema no Paraná.
Segundo a investigação, também foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão.
Entre os policiais investigados estão Bruno Moreno dos Santos, suspeito de envolvimento na apreensão de uma carga de celulares em junho de 2024, na qual apenas parte dos produtos teria sido formalmente apreendida; José Adriano Pereira da Silva Nishi, apontado como participante de negociações para a liberação irregular de uma carga; e Marcos Vinicius.
O advogado Sidiclei Almeida é apontado como intermediário entre policiais e empresários. Segundo a investigação, ele teria participado da cobrança e da operacionalização dos pagamentos.
Empresário seria de Londrina
Jonathan Vieira é apontado pela investigação como um dos intermediários do grupo no Paraná e, conforme as informações apuradas, seria de Londrina.
Ele foi preso durante a operação e agora deverá prestar esclarecimentos às autoridades sobre a suposta participação no esquema.
Dos dois alvos de prisão que ainda não haviam sido localizados, Thiago Magnabosco é considerado foragido e estaria no Paraguai, de acordo com a investigação. Um policial civil também continua sendo procurado.
As equipes ainda realizam buscas para recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do suposto esquema e identificar a participação de cada investigado.
O caso segue sob investigação do MP-SP e da Corregedoria da Polícia Civil.