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Empresário é preso por vender caminhonete com motor adulterado em Cascavel

30 jul 2026 às 07:48

A Polícia Civil do Paraná prendeu em flagrante, na tarde desta quarta-feira (29), um empresário do ramo automotivo suspeito de comercializar uma caminhonete com sinais identificadores adulterados em Cascavel. A ação foi realizada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), da 15ª Subdivisão Policial.


As investigações começaram após a Polícia Civil receber informações de duas empresas especializadas em vistoria veicular, que reprovaram uma caminhonete Nissan Frontier ao constatarem irregularidades no motor durante exames periciais preliminares.


Com base nas informações, os policiais identificaram o paradeiro do veículo e apuraram que ele estava sendo comercializado por um empresário do setor automotivo. A equipe foi até o estabelecimento indicado, localizou a caminhonete e conduziu o responsável até a delegacia especializada.


Durante a inspeção, os policiais confirmaram indícios de adulteração no motor. Segundo a Polícia Civil, a numeração apresentava sinais de raspagem e regravação fora dos padrões utilizados pela fabricante, levantando suspeitas sobre a origem da peça.


Em depoimento, o empresário afirmou que havia adquirido um motor para substituir o original, que teria fundido. No entanto, não conseguiu explicar a adulteração encontrada nem apresentar informações sobre a procedência da peça ou a forma como a numeração foi gravada.


Diante das evidências, o empresário foi autuado em flagrante pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, previsto no artigo 311, § 2º, inciso III, do Código Penal, por manter sob sua guarda um veículo com identificação adulterada.


Após os procedimentos na delegacia, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Cascavel, onde permanece à disposição da Justiça e aguarda a audiência de custódia.


A caminhonete foi apreendida e encaminhada à Polícia Científica para a realização da perícia oficial, que deverá apontar a extensão das irregularidades.


Em nota, a Polícia Civil reforçou que o combate aos crimes relacionados à adulteração de veículos é permanente e destacou que a aplicação da lei ocorre de forma igualitária, independentemente da condição econômica ou da atividade exercida pelos investigados.

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