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Servidores do transporte coletivo de Londrina negociam reajustes de salário

09 dez 2022 às 19:29

Os trabalhadores do transporte coletivo de Londrina iniciaram as negociações com as concessionárias para reajustes salariais a partir de 1º de janeiro de 2023. Nesta segunda-feira (12), o Sinttrol (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina) levará as propostas aos funcionários durante assembleias nas garagens da Londrisul e Transporte Coletivo Grande Londrina.


Entre as propostas aos trabalhadores estão o reajuste de 6,5% para zerar perdas inflacionárias e elevação de R$ 450 para R$ 590 no valor do tíquete alimentação, além da renovação das condições pré-existentes dos acordos e convenção coletiva de trabalho e do Programa de Participação em Resultados.


As duas empresas que operam os ônibus do transporte coletivo em Londrina enviaram o pedido de reajuste da tarifa para Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Os cálculos feitos pelas empresas levam em conta os aumentos de despesas com combustíveis, peças e manutenção dos ônibus, além de salários com funcionários.


Em relação a um possível aumento de tarifa no transporte, o presidente do Sinttrol, José Faleiros, explica que não há relação com o sindicato e é uma questão entre as empresas e o poder público. 


“Essa questão de reajuste de tarifa é uma questão das empresas com o poder público, o sindicato não se mete nisso. As nossas questões, de pedido de reajuste de salário, a gente vem tratando há uns 60 dias e conseguimos concluir as negociações, fizemos o boletim da categoria, vamos fazer a assembleia para tratar somente a renovação dos acordos coletivos de trabalho e o reajuste. Em momento algum o sindicato tratou com as empresas e poder público a questão de tarifas”, disse Faleiros.


O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, diz que o órgão que analise o reajuste tarifário é a CMTU. “O que sei é que houve uma solicitação da recomposição da inflação pelos funcionários e também parece que eles solicitaram aumento do valor do tíquete e essa análise é feita pela CMTU, que planilha tudo isso e analisa o custo do sistema. Uma coisa é fato, ao longo do ano subiu o diesel lá em cima, subiu todos os insumos, então tem que ser analisado”, explicou o prefeito Marcelo Belinati.

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