A duplicação da BR-469, conhecida como Rodovia das Cataratas, entrou no centro de uma discussão em Foz do Iguaçu. Entidades ligadas ao turismo solicitaram que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) reavaliem mudanças realizadas no projeto, principalmente relacionadas aos acessos ao aeroporto e ao Parque Nacional do Iguaçu.
A Gestão Integrada do Turismo encaminhou ofícios aos órgãos responsáveis pedindo a realização de uma reunião técnica para discutir as alterações e avaliar a possibilidade de inclusão de estruturas previstas no projeto original.
Uma das principais preocupações é a retirada da alça de acesso ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu para os motoristas que seguem no sentido Parque Nacional em direção ao Centro da cidade.
Com a mudança, os condutores terão que percorrer aproximadamente cinco quilômetros a mais até encontrar um retorno e conseguir acessar novamente o terminal aeroportuário. Segundo a entidade, a alteração pode aumentar o tempo de deslocamento e provocar transtornos em períodos de maior movimento, como feriados e grandes eventos.
A preocupação envolve principalmente o impacto para turistas, veículos de transporte por aplicativo, táxis e ônibus de turismo que circulam diariamente pela região.
Outro ponto questionado é a retirada de um retorno previsto para os motoristas que trafegam no sentido Centro–Parque Nacional e precisam retornar em direção à área central de Foz do Iguaçu.
A Gestão Integrada defende ainda a implantação de uma estrutura de retorno próxima ao Centro de Visitantes do Parque Nacional do Iguaçu, com o objetivo de facilitar o acesso ao principal atrativo turístico da região.
Apesar das críticas às alterações, a entidade ressalta que a duplicação da Rodovia das Cataratas é uma obra considerada fundamental para melhorar a mobilidade, ampliar a segurança e atender ao crescimento do fluxo de visitantes em Foz do Iguaçu.
Agora, o setor aguarda uma manifestação do DNIT e do DER-PR sobre os pedidos apresentados e busca uma solução que mantenha os avanços da obra sem comprometer a logística de acesso aos principais pontos turísticos da cidade.