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Equipe 100% feminina do SAMU quebra barreiras no atendimento de urgência em Londrina

06 mar 2026 às 12:26

Na linha de frente do SAMU de Londrina, uma equipe chama atenção não apenas pela agilidade nos atendimentos de emergência, mas também pela representatividade feminina. Em um plantão onde o tempo é o maior adversário, Crislaine, Raquel e Amanda formam um trio que simboliza a força das mulheres na saúde pública.


Cada integrante carrega uma motivação diferente para enfrentar a rotina intensa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU):


  • Crislaine Reis (condutora): única mulher a dirigir ambulâncias do SAMU em Londrina, escolheu a profissão em busca de melhores oportunidades de trabalho e remuneração.


  • Raquel Bertoli (enfermeira): atua movida pela vocação e pelo desejo antigo de trabalhar na área da saúde.


  • Dra. Amanda Lima (médica): encontrou inspiração dentro de casa, ao seguir os passos da irmã enfermeira.


Desafios e Preconceito no Mercado


Embora as mulheres representem cerca de 67% dos profissionais da saúde no Paraná, o cotidiano operacional ainda apresenta desafios ligados ao gênero. Crislaine relata as dificuldades de inserção em uma função historicamente masculina, enquanto a Dra. Amanda afirma que, em algumas ocorrências, pacientes ou acompanhantes demonstram surpresa ao descobrir que ela é a médica responsável pelo atendimento.


Além do preconceito profissional, há também a jornada dupla. Raquel destaca a complexidade de conciliar plantões de alta pressão no SAMU com a maternidade e a vida familiar.



Apesar das barreiras, o reconhecimento dos pacientes surge nos momentos mais delicados. Crislaine relembra situações de admiração e gratidão de pessoas socorridas pela equipe.


Mais do que realizar atendimentos de urgência, essas profissionais ajudam a abrir caminho para outras mulheres no serviço de emergência, consolidando o protagonismo feminino no SAMU de Londrina.

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