Uma cratera de grandes proporções ameaça a segurança de moradores e o acesso a serviços básicos na zona sul de Londrina. O buraco abriu-se em um trecho que liga o Jardim Franciscato à ocupação do Jardim Cristal. A erosão aumentou após as últimas chuvas e atingiu a principal rota de deslocamento da comunidade, utilizada para o acesso a escolas, mercados e postos de trabalho.
“Aqui a gente vive todos os dias com risco de vida, sem o olhar público”, afirma uma moradora. Segundo ela, a falta de manutenção na ponte e nas vias de acesso impede que as crianças frequentem as aulas regularmente. “Como somos cobrados por não mandar os filhos para a escola, se praticamente não temos por onde mandá-los?”, questiona.
Os moradores relatam que a cratera oferece risco constante para quem transita pelo local. A situação obrigou a comunidade a realizar intervenções paliativas na última semana: populares cavaram valas para o escoamento da água e colocaram pedras na tentativa de viabilizar a passagem de pedestres e veículos, que ainda enfrentam dificuldades devido ao acúmulo de barro.
A comunidade reivindica a presença do poder público para obras de infraestrutura e saneamento básico. Segundo os residentes, a via é o único caminho disponível para a integração com outros bairros. “O direito ao solo ele tem que nos dar; é responsabilidade da prefeitura”, desabafa um morador.
O secretário de Obras, Otávio Gomes, esteve pessoalmente no local e destacou, em análise prévia, que será necessário uma operação conjunta entre diversas secretárias e órgãos. "Vamos conversar com a Cohab, vamos conversar com a Defesa Civil e ver de que forma que podemos resolver este problema. Este pessoal precisa ir à escola, precisa de médico e nós temos que dar este direito para eles", finaliza.