As frequentes quedas de árvores em Londrina reacenderam o debate sobre a arborização urbana da cidade. Especialistas apontam que parte do problema está ligada ao envelhecimento das árvores, ao manejo inadequado e à falta de atualização do Plano de Arborização.
Grande parte das árvores urbanas de Londrina começou a ser plantada na década de 1950, depois que boa parte da vegetação original da região foi derrubada.
Na época, o conhecimento técnico sobre espécies adequadas para áreas urbanas ainda era limitado, o que contribuiu para escolhas que hoje apresentam impactos no ambiente urbano.
Segundo especialistas, fatores como fungos, pragas e até calçadas inadequadas comprometem o desenvolvimento das raízes e dificultam a absorção de água.
Esses problemas acabam fragilizando as árvores ao longo do tempo e aumentam os riscos de quedas em diferentes regiões da cidade.
Outro ponto levantado é o Plano de Arborização de Londrina, elaborado em 2013. Documentos desse tipo costumam ser revisados a cada dez anos, mas a atualização ainda não foi concluída.
A Prefeitura de Londrina afirma que trabalha em uma nova versão do planejamento. Mesmo no plano atual existe uma lista de espécies autorizadas para plantio urbano. Ainda assim, especialistas defendem critérios mais específicos para cada região e tipo de via da cidade.
Segundo os especialistas, a prevenção depende de planejamento contínuo, manejo adequado e fiscalização. A poda correta, dentro das normas municipais, também é considerada essencial para reduzir riscos e evitar problemas futuros.
Apesar dos desafios, especialistas reforçam que a grande quantidade de árvores é um patrimônio ambiental importante para Londrina. O consenso é que o problema não está na arborização em si, mas na forma como ela é planejada, monitorada e mantida ao longo dos anos.