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"Estou sendo perseguida por ser mulher", afirma Anne Moraes sobre turbulências no mandato

27 mar 2026 às 19:42

Após diversas polêmicas recentes, a vereadora Anne Moraes (Avante) concedeu entrevista ao apresentador Cid Ribeiro, durante o programa Brasil Urgente, para esclarecer os fatos e tentar amenizar as turbulências em seu mandato.


O primeiro assunto abordado durante a sabatina foram as recentes denúncias de “rachadinha” contra a parlamentar. Ainda neste mês, o MP (Ministério Público) de Londrina ofereceu denúncia contra a ativista da causa animal. Segundo a promotoria, ela teria exigido que um assessor repassasse metade dos vencimentos recebidos em um cargo comissionado. A vereadora negou a acusação:


“Simplesmente houve um problema com um antigo assessor meu. Eu tinha três auxiliares, mas tenho direito a ter cinco. Eu queria reformular, cheguei para todos os meus colaboradores e falei: vamos ter que reajustar, infelizmente, o valor que você recebe. Eu preciso contratar mais duas pessoas”.


Segundo o relato, dois servidores ocupantes de cargos comissionados (CCs) optaram por deixar o posto após o diálogo. Porém, este terceiro, autor da denúncia, “não foi receptivo”, nas palavras da legisladora:

“Era isso... eu não sei se ele não entendeu o que eu falei. Infelizmente trouxe todo esse transtorno para a minha imagem. Quero uma prova de que eu pedi para ele metade, me dá essa prova, uma conversa que eu estou exigindo”, diz Anne.


Em seguida, a entrevista tratou da acusação de que a política teria utilizado assessores para fins particulares. A ação sustenta que, entre janeiro e abril de 2025, três advogados nomeados pelo gabinete teriam atuado em oito processos judiciais nas áreas cível, eleitoral e trabalhista de interesse da parlamentar ou da ADA (Associação Defensora dos Animais), da qual ela foi presidente.


Ela justificou a situação afirmando que necessita de um profissional com conhecimento jurídico na equipe. “Eu não tenho esse conhecimento, ele não tinha. Aí eu vou ter que pagar do meu bolso sendo que eu posso ter um assessor com conhecimento jurídico”, explica.


Para a vereadora, as investidas teriam começado ainda no período em que era candidata, o que a obrigou a contratar uma equipe especializada. “Eu contratei esse advogado, ele trabalhou comigo durante a minha campanha. O que eu fiz? Levei ele comigo, como assessor, eu confiava nele”.


Questionada sobre o episódio mais recente, no qual fez indicações para que a Prefeitura de Londrina realizasse melhorias em ruas de São Paulo (SP), ela minimizou o equívoco. “Isso não é um absurdo... teve um erro, saiu do meu gabinete, chegou na redação, a redação corrigiu. Errar é humano, todo mundo erra.”


Entre negações e justificativas, a parlamentar atribui boa parte desses imbróglios a uma perseguição. Perguntada se estaria sendo injustiçada, ela dispara: “Injustiçada? Não! Eu estou sendo perseguida por ser mulher.”

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