Cidade

“Eu também poderia ter sido uma vítima”, diz moradora da zona leste

16 set 2026 às 12:01

A moradora de uma residência na Rua Rainha de Sabá, na zona leste de Londrina, falou com a Tarobá nesta quarta-feira (16) sobre a invasão ao imóvel e contou detalhes que, segundo ela, aumentaram ainda mais a sensação de insegurança.


A casa fica a cerca de 200 metros da academia onde Thaissa Marques, de 21 anos, foi morta na última sexta-feira (11).


Segundo a moradora, ela vive no local com uma amiga. Até o ano passado, o imóvel funcionava como uma clínica de bronzeamento, mas atualmente é usado apenas como residência pelas duas.


No dia da invasão, último dia 7, as duas mulheres haviam saído de casa. Quando retornaram, chegaram cerca de 40 minutos depois de o homem deixar o imóvel.


Foi nesse momento que ela percebeu a dimensão do que havia acontecido e passou a pensar sobre o risco que poderia ter corrido caso estivesse em casa.


“Eu também poderia ter sido uma vítima”, relatou a moradora à Tarobá.


De acordo com o relato já divulgado sobre o caso, o invasor entrou no imóvel durante o dia, mexeu no sistema de segurança e circulou por diferentes cômodos. Dias depois, uma amiga encontrou uma pequena câmera apontada para dentro da residência.


A proximidade entre a casa e o local onde Thaissa foi morta também aumentou a preocupação das moradoras. Existe a suspeita de que o invasor possa ser a mesma pessoa investigada pela morte da jovem, mas essa relação não foi confirmada pelas autoridades.


Após o episódio, a família reforçou a segurança da residência e registrou um boletim de ocorrência.

Agora, ao falar com a Tarobá, a moradora decidiu expor o próprio receio e alertar outros moradores da região sobre o que aconteceu.

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