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Ex-comandante da Rotam é denunciado pelo Gaeco por corrupção

12 ago 2026 às 21:09

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Paranaguá, ofereceu denúncia criminal contra um ex-policial militar que atuou como comandante da Ronda Ostensiva Tático Móvel (Rotam) de Guaratuba. Ele é acusado dos crimes de associação para o tráfico de drogas e corrupção passiva.


Conforme as investigações, entre abril e agosto de 2022, o então policial utilizava sua função pública para obter e repassar informações sigilosas a um dos principais líderes do narcotráfico do Litoral paranaense, visando favorecer ações criminosas e lucrar com o esquema.


Negociação via aplicativo e vaza de operações

A apuração do Gaeco revelou que o ex-PM conseguiu o contato do traficante e se apresentou como um agente disposto a colaborar com o crime. O criminoso, que já acumulava passagens por lavagem de dinheiro e organização criminosa, teria oferecido R$ 50 mil mensais para receber alertas de fiscalizações e ordens de prisão.


As tratativas eram realizadas pelo aplicativo de mensagens criptografadas Threema. Ficou comprovado que o denunciado repassava detalhes sobre:


  • Datas e rotas de operações da Patrulha Costeira e do Batalhão de Operações Especiais (Bope);

  • Alertas preventivos sobre cumprimento de mandados de prisão;

  • Consultas em sistemas restritos da segurança pública sobre comparsas do tráfico.


Propina com moto de alto custo

Além de integrar o esquema de vazamento de dados, o ex-comandante da Rotam foi denunciado por corrupção passiva.


Em agosto de 2022, ele aceitou a promessa de pagamento de vantagem indevida representada por uma motocicleta de alta cilindrada (Yamaha MT-09), avaliada na época em cerca de R$ 57 mil. Em troca, garantia a facilitação de rotas do tráfico e o aviso antecipado de abordagens policiais no Litoral.

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