A ação apura possíveis investidas ilícitas promovidas pelo ex-parlamentar contra seus ex-assessores e testemunhas da ação penal que investiga o delito que teria sido cometido quando o investigado cumpria seu mandato. Foram apreendidos celulares e computadores, além de uma arma.
Segundo testemunhas e vítimas ouvidas pelo Gaeco, o ex-deputado estaria usando as redes sociais, reiteradamente, para atacá-las, possivelmente buscando desacreditá-las e atemorizá-las para atrapalhar a instrução processual.
Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Londrina, que determinou ainda a monitoração eletrônica do ex-deputado (com o uso de tornozeleira) e a proibição de que ele mantenha contato físico ou por qualquer meio de comunicação com as testemunhas – inclusive postagens na internet e mensagens de aplicativos –, não devendo aproximar-se delas a menos de 200 metros de distância.
O ex-deputado pagou fiança de R$ 1.320,00 e liberado. Agora, irá usar tornozeleira eletrônica por cautelar determinada pela justiça. Em entrevista, Boca Aberta disse que já esperava o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua casa. A arma em questão chegou a ser publicada em vídeo em suas redes sociais com a devida documentação. O ex-deputado alega ter licença para a posse do armamento.
Relembre
Em maio deste ano, a Polícia Militar (PM) apreendeu uma arma de fogo dentro do ônibus do ex-deputado federal, em uma disputa de futebol amador, no distrito rural de Irerê. Boca Aberta prestou esclarecimentos à Polícia Civil (PC) e depois foi às redes sociais mostrar uma arma registrada em seu nome.