Com o grande volume de chuvas registrado nos últimos dias, o excesso de umidade já começou a afetar as lavouras de soja e pode comprometer o desenvolvimento das plantas. Produtores rurais seguem apreensivos pelos prejuízos que as condições climáticas podem trazer.
A soja, que está em grande parte das lavouras de Cascavel foi plantada há cerca de 40 dias e as plantas precisam lidar com a sequência de dias chuvosos. Segundo o Secretário de Agricultura e Obras Públicas, Severino Folador, alguns distritos de Cascavel registraram mais de 300 milímetros de chuva, só no fim de semana, gerando transtornos aos produtores rurais: "A gente tem um contato direto com o Deral, temos dados de distritos com volumes maiores e tivemos casos em que houve o transbordamento de curvas de nível e erosão", coloca.
Na prática, esse excesso de água pode causar dois problemas, arrasta a planta em casos em que não há um bom manejo e leva também tudo o que foi aplicado no solo. E as propriedades já vêm sentido esses efeitos. De acordo com José Lindomir, chefe regional do IDR, o cenário de Cascavel já é preocupante: "Áreas mais compactadas e não bem manejadas, a água escorre mais cedo, causando prejuízos. Mesmo tendo um solo bem manejado, estamos tendo um volume de chuva muito grande", explica.
O profissional ressalta que, com as condições climátricas adversas, existe a possibilidade de perdas expressivas: "Precisa de luz, umidade mas não tanta chuva. É um período atípico, e como a soja é uma cultura de verão que precisa de calor e umidade mas não de tanta chuva, pode ser que tenhamos problemas pelo excesso de chuva", esclarece.