Em entrevista exclusiva à Tarobá, o governador eleito do Paraná, Sergio Moro, falou sobre as prioridades para a próxima gestão, a formação do secretariado e a situação das contas públicas.
Eleito no primeiro turno, com mais de 3,1 milhões de votos, Moro afirmou que pretende reduzir o número de secretarias estaduais, atualmente 24, e priorizar resultados na administração. A posse está marcada para 6 de janeiro, no Palácio Iguaçu.
“É o perfil do governo que a gente quer fazer, um governo técnico, de entregas, não tanto de anúncio ou de marketing, mas um governo que entregue efetividade para o cidadão. E para ter isso, a gente precisa ter as contas públicas em ordem. Nada se faz sem responsabilidade fiscal”, afirmou.
Ao abordar a política tributária, Moro declarou ser contrário ao aumento de impostos e relacionou essa posição à linha econômica que pretende adotar. Durante a transição, a equipe deverá avaliar a situação financeira do Estado para definir as prioridades da gestão. A futura secretária da Fazenda será Pricilla Santana, que ocupava o cargo no governo do Rio Grande do Sul.
“Nós somos contra aumento de impostos. Nossa pauta é uma pauta da direita, de centro-direita, que defende a liberdade econômica e, nessa perspectiva, sou absolutamente contrário a aumento de impostos”, disse o governador eleito.
Prioridades para Londrina e região
Moro também comentou a relação com os municípios e afirmou que pretende considerar as necessidades das diferentes regiões do Paraná. Segundo ele, a definição dos projetos prioritários dependerá da análise das contas estaduais durante o período de transição.
“Nós vamos analisar como é que está a saúde das contas do Governo do Paraná durante a transição, e assim vamos poder definir os projetos prioritários. Mas, evidentemente, sabemos da importância de Londrina, de toda a região, e queremos fazer isso com todo o Paraná, proporcionar um salto de desenvolvimento”, declarou.
Sobre a articulação política, Moro afirmou que pretende conduzir com cautela a escolha dos representantes responsáveis pelo diálogo com a Assembleia Legislativa.
Apoio a Flávio Bolsonaro
Em relação ao governo federal, o governador eleito disse que pretende trabalhar pela eleição de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
“Nós temos uma missão, que é eleger Flávio Bolsonaro, para que nós tenhamos, no Paraná, um aliado no Palácio do Planalto, alguém aqui que entenda as dificuldades do Paraná, para que a gente possa fazer grandes projetos juntos”, afirmou.