A ExpoLondrina 2026 deve reunir mais de 4.000 bovinos no Parque Ney Braga, entre os dias 10 e 19 de abril. O volume de animais reforça o papel da pecuária no agronegócio brasileiro, setor que chegou a um PIB de R$ 3,13 trilhões em 2025. Segundo dados do Cepea (Esalq/USP), a criação de gado responde por 8,6% de toda a riqueza produzida no país.
Os animais participarão de leilões, julgamentos e exposições em baias durante os dez dias de evento. A edição deste ano marca a estreia da raça Texas Longhorn, conhecida pelos chifres extensos, que terá um leilão exclusivo. O gado Nelore mantém a predominância na feira, acompanhado de raças como Brangus, Brahman, Purunã e Charolês. A pecuária leiteira também ganha espaço, com 50 animais em exposição.
A organização do evento atribui o crescimento do setor ao investimento em genética e tecnologia. “A evolução na última década é visível e isso vem da visão empreendedora de muitos criadores, do melhoramento genético, da busca por condições ideais de pastagem e da seleção de animais”, afirma Luigi Carrer Filho, diretor de Pecuária da Sociedade Rural do Paraná (SRP). O setor registrou crescimento médio de 4,7% ao ano nas últimas três décadas.
A programação técnica inclui simpósios sobre eficiência reprodutiva, nutrição e produção sustentável de leite, agendados entre os dias 14 e 17 de abril. Todos os bovinos passam por protocolos de biosseguridade, que exigem vacinação em dia e laudo veterinário para entrada no recinto. Um profissional contratado pela SRP acompanha o estado de saúde dos animais durante toda a exposição.