A Polícia Militar de Londrina prendeu um homem que se passava por policial militar para ameaçar e constranger funcionários de um posto de combustíveis na região central da cidade. O suspeito utilizava uma arma de brinquedo para dar veracidade à farsa e exigir vantagens no estabelecimento.
De acordo com o Capitão Castro, a situação já era recorrente. A gerente do posto relatou que o homem frequentava o local exibindo um volume na cintura e afirmando ser autoridade. Na última abordagem, o suspeito foi além das insinuações, ofendendo a funcionária e afirmando que ela “iria se arrepender”, pois ele estaria armado.
Prisão e apreensão
Após a ameaça, testemunhas repassaram as características do homem à PM. Uma viatura da Rádio Patrulha localizou o suspeito nas proximidades. Durante a revista, os policiais confirmaram que:
- O homem não possuía qualquer vínculo com as forças de segurança;
- O armamento era, na verdade, um simulacro de plástico;
- O indivíduo era um cidadão civil comum que utilizava a falsa identidade para intimidar terceiros.
“Portar simulacro não é crime, mas utilizá-lo para causar ameaça e constrangimento configura o crime de ameaça”, explicou o Capitão Castro.
Encaminhamento
O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à Central de Flagrantes. A gerente do estabelecimento compareceu à delegacia para representar criminalmente contra o suspeito. A Polícia Militar reforça que qualquer cidadão que se sinta coagido por alguém que se diz autoridade deve solicitar a identificação funcional ou acionar o 190 para verificação.
O caso serve de alerta para o uso de simulacros, que, embora tenham venda controlada, são frequentemente utilizados para práticas criminosas, gerando pânico e riscos reais à sociedade e ao próprio portador em caso de confronto.