A perícia feita pelo Instituto de Criminalística de Londrina concluiu que o caminhão que atingiu e matou a motociclista Irene Santana, de 58 anos, na Rua Benjamin Constant, não tinha a manutenção adequada nos freios.
De acordo com Luciano Bucharles, chefe da Polícia Científica, "já havia uma suspeita, comentada pelo próprio motorista do caminhão, de que ele teria ficado sem freios, no momento do acidente (...). Diante dessas informações nós fizemos um exame bastante detalhado no sistema de freios do veículo, ele foi, praticamente, todo desmontado. Ficou comprovado que o caminhão havia passado, recentemente, por uma manutenção do sistema de freios. Acontece que em um dos componentes do sistema de freios, que é o reservatório do fluído de freios, a gente observou uma borra, que tampava o ourifício que intercala o reservatório com o cilindro mestre. A hora que isso tampou totalmente, o fluído não passou pro cilindro mestre, o sistema não foi pressurizado e os freios não funcionaram".
O acidente aconteceu em maio deste ano. O veículo desgovern ado atingiu um carro e depois colidiu contra a motociclista, parando nas grades do Museu Histórico de Londrina.
Durante o depoimento, o condutor do caminhão já havia relatado que o acidente ocorreu por uma falha nos freios do veículo.
A mulher, de 58 anos, era idealizadora de um projeto social. No dia, o motorista do caminhão fez o teste do bafômetro, que deu negativo. Apesar do depoimento do condutor, a empresa disse que a manutenção estava em dia.