A Delegacia
de Trânsito de Londrina deve concluir na próxima semana o inquérito sobre o
caso do motociclista que morreu em um acidente na Avenida Leste-Oeste, no dia
15 de fevereiro deste ano. O advogado da família da vítima, que tinha 36 anos, quer
que mais testemunhas sejam ouvidas.
O
advogado que representa a família de Ivan Uesley Francisco dos Santos, pediu à
CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) o relatório de radares que
tenham flagrado a movimentação dos dois carros envolvidos no acidente. No aparelho
instalado no viaduto com Avenida Rio Branco, apenas o Audi – veículo que estava
ao lado da caminhonete que atingiu Ivan – teve a velocidade fotografada e
constatou 58 km/h, em um trecho onde o velocidade máxima é de 50km/h. “Tanto eu
quanto o Ministério Público compreendemos que precisavam ser realizadas novas
diligências com o intento de a gente chegar ao mais próximo da realidade, da
dinâmica daquele ato ilícito ocorrido naquele dia. A imagem pegou somente a
Audi”, explicou o advogado Mário Barbosa.
Um laudo pericial feito pela Polícia Científica informou que, durante o percurso captado
pelas imagens até o momento do acidente, ambos os veículos trafegavam a pelo
menos 89 km/h, ou seja, 39 km/h acima de velocidade permitida no local. Isso,
segundo o advogado, sustenta a tese que os carros estavam disputando um racha.
Outro laudo apontou que Ivan Uesley não tinha nenhuma substância como álcool e drogas no sangue. A família do motociclista quer que mais pessoas sejam ouvidas dentro do inquérito. “Pedimos as testemunhas oculares que viram todo o ato e conseguem falar a demonstração exata de que os dois estavam realizando um racha”, concluiu Mário Barbosa.