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Família faz campanha para tratar câncer raro de menina de 5 anos

25 mai 2026 às 13:45

A família da pequena Cecília, de apenas 5 anos, iniciou uma campanha para arrecadar recursos destinados ao tratamento de um câncer cerebral raro e agressivo diagnosticado recentemente. A criança enfrenta um glioma difuso de linha média, tumor localizado na ponte do cérebro, considerada uma região inoperável por controlar funções vitais, como respiração e batimentos cardíacos. 


Os primeiros sintomas surgiram no dia 25 de fevereiro deste ano, durante uma viagem da família ao litoral. Segundo os pais, Cecília apresentou um desequilíbrio repentino e perda de força nas pernas, situação que levou a buscas imediatas por atendimento médico. 


Após exames, a menina recebeu o diagnóstico inicial de tumor cerebral. Em seguida, a família procurou uma segunda avaliação no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, onde foi feita uma cirurgia para retirada de parte da lesão e confirmação do diagnóstico. De acordo com o pai, João Lucas, atualmente não existe no Brasil um tratamento específico capaz de combater a doença da filha.


A esperança da família está em protocolos experimentais disponíveis na Pensilvânia, nos Estados Unidos, e em Barcelona, na Espanha. Os medicamentos seriam fornecidos gratuitamente por meio dos estudos clínicos, mas a família precisa arcar com despesas de viagens internacionais, hospedagem, consultas e exames realizados no exterior. 


“São medicamentos que ainda não existem no Brasil e não são aprovados pela Anvisa. Precisaremos viajar constantemente para buscar esse tratamento”, explicou o pai.


Tratamento e estado de saúde Cecília já passou por 13 sessões de radioterapia em Curitiba. Atualmente, ela utiliza corticoides para controlar os sintomas provocados pela inflamação causada pelo tratamento. Segundo a mãe, Paula, apesar das limitações impostas pela doença, a menina segue frequentando a escola e consegue manter parte da rotina infantil. “Ela brinca, está ativa e bem estabilizada neste momento com a medicação”, contou.


Campanha busca arrecadar R$ 800 mil A família estima que serão necessários cerca de R$ 800 mil para custear o tratamento durante o período inicial, que pode variar entre um e dois anos. Os pais explicam que, caso os medicamentos apresentem resultados positivos, o tratamento poderá ser prolongado por tempo indeterminado. A mobilização ocorre principalmente pelas redes sociais, onde familiares e amigos divulgam a história de Cecília e incentivam doações para ajudar nos custos do tratamento internacional.

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