Familiares e amigos da bebê Lavinne Custódio, de dois meses, realizaram um protesto em frente ao PAI (Pronto Atendimento Infantil) de Londrina para cobrar justiça e denunciar uma suposta negligência médica. A manifestação ocorreu após a criança morrer no Hospital Universitário (HU) por septicemia (infecção generalizada), dias depois de receber alta na unidade infantil. A Secretaria Municipal de Saúde investiga o caso e elabora um laudo detalhado sobre os atendimentos.
A passeata, liderada pelo avô da menina, reuniu cerca de 80 pessoas na entrada da instituição. Os manifestantes criticaram a estrutura de saúde, a falta de equipamentos e a demora no socorro. A família relatou que a ambulância levou quatro horas para transferir a bebê do pronto atendimento para o HU após a piora do quadro clínico.
Lavinne deu entrada no PAI pela primeira vez com febre, vômito e mal-estar. O médico plantonista diagnosticou uma virose e liberou a paciente à meia-noite com prescrição de dipirona e Dramin. Os familiares contestam a conduta médica e afirmam que a menina não recebeu antibióticos em nenhum momento da primeira assistência.
O quadro da paciente se agravou no dia seguinte, o que motivou o retorno à unidade e a posterior transferência regulada. Segundo nota oficial do HU, a bebê chegou ao hospital acompanhada da mãe, respirando normalmente e em estado considerado regular, mas não resistiu e morreu na manhã seguinte. A Comissão do Núcleo de Segurança do Paciente abriu um relatório para apurar todos os procedimentos realizados.
O protesto também expôs a sobrecarga no atendimento geral da unidade infantil, que registrava fila de espera de até 80 crianças no momento do ato. Mães que aguardavam no local relataram atrasos de até 12 horas por uma consulta médica. A Secretaria de Saúde justificou a lotação e a demora no serviço em decorrência da alta procura sazonal, das condições climáticas atuais e dos baixos índices de vacinação na cidade