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Família questiona atendimento após morte de estudante de 11 anos em escola de Londrina

06 mar 2026 às 11:14

A morte do estudante Robhert Rodrigues Miranda, de 11 anos, causou grande comoção em Londrina. Apaixonado por cultura pop japonesa, o menino estava apenas em seu terceiro dia de aula no Colégio Estadual Nossa Senhora de Lourdes, na zona leste da cidade, quando sofreu um engasgo com um pão de queijo no dia 26 de fevereiro. Após cinco dias internado no Hospital Universitário (HU), o óbito foi confirmado na segunda-feira (2).


Em meio à dor da perda, familiares recordam momentos que agora soam como uma despedida inesperada. Segundo Kauana Andrade, familiar do menino, Robhert apresentou comportamentos diferentes na manhã do incidente: pela primeira vez, pediu a bênção à madrasta, Gabriela Andrade, e chamou a avó carinhosamente de “meia avó”.


A madrasta da criança relata que o pai de Robhert permanece em estado de choque, sem conseguir sair do quarto desde a morte do filho. “Ele era uma criança alegre, que em pouco tempo de escola já havia conquistado colegas e professores”, lembram os familiares.


Embora a Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR) informe que o estudante foi socorrido rapidamente por profissionais treinados em primeiros socorros dentro da escola, a família levanta questionamentos sobre o atendimento prestado no momento do engasgo.


Um dos pontos que mais causa estranheza aos parentes é o laudo médico, que aponta choque neurogênico entre as causas da morte. A condição costuma estar associada a lesões graves no sistema nervoso ou na medula espinhal, o que levanta dúvidas sobre como o engasgo evoluiu para esse quadro clínico.


Agora, os familiares buscam transparência sobre o ocorrido e pedem acesso às câmeras de segurança do colégio, para entender detalhadamente o que aconteceu desde o momento do engasgo até a chegada das equipes de emergência.


A equipe da Tarobá entrou em contato com a Seed-PR e aguarda o retorno. 


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