Quase dois anos após uma das maiores tragédias da aviação brasileira, os familiares das 62 vítimas do voo 2283, da Voepass, tiveram acesso, pela primeira vez, à transcrição das conversas registradas dentro da cabine antes da queda da aeronave.
O material faz parte do inquérito da Polícia Federal e pode contribuir para esclarecer os momentos finais do voo e auxiliar na definição de eventuais responsabilidades.
Além da transcrição das conversas entre os pilotos, os familiares também tiveram acesso a detalhes do laudo pericial elaborado pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC), que integra a investigação conduzida pela PF.
Entre as principais linhas de apuração está o funcionamento do sistema de degelo da aeronave, hipótese investigada desde os primeiros momentos após o acidente.
O voo 2283 decolou de Cascavel no dia 9 de agosto de 2024 com destino a Campinas (SP), mas caiu sobre um condomínio em Vinhedo, no interior paulista. Todas as 62 pessoas a bordo morreram.
Desde então, familiares aguardam respostas sobre o que provocou a queda da aeronave.
Segundo os advogados que acompanham o caso, o relatório reúne elementos que podem resultar em indiciamentos. A expectativa é de que a Polícia Federal conclua o inquérito nos próximos 30 dias e encaminhe o caso ao Ministério Público Federal.
A Voepass, responsável pelo voo, não opera mais voos comerciais no Brasil.