A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) de Londrina enfrenta uma fila de espera com mais de 1.200 árvores condenadas que aguardam erradicação. O volume de novos protocolos impede a redução do estoque, já que a pasta consegue remover, em média, 75 exemplares por mês. O cenário agrava o risco de quedas frequentes, registradas inclusive em dias sem tempestades.
A avaliação técnica das árvores é feita após solicitação pelo sistema SEI. Especialistas analisam o vigor das folhas, o sistema radicular e a presença de ocamento na base para decidir pelo corte. “O vigor das folhas vai evidenciar se ela já tem algum problema no sistema radicular, se ela está totalmente seca, se existe ocamento visível na base dela”, explica Gerson Galdino, gerente de Áreas Verdes da Sema.
A estrutura operacional da secretaria é o principal obstáculo para agilizar os serviços. Atualmente, apenas oito servidores trabalham diretamente na erradicação. Há uma empresa terceirizada contratada, porém ela atende apenas árvores de até oito metros de altura, enquanto a maior parte da demanda excede esse limite.
De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Gilmar Domingues, a equipe está muito aquém do necessário. “Temos apenas hoje quatro servidores promovendo erradicação de árvores. Estamos finalizando um procedimento licitatório que deverá ser publicado em breve para a contratação de empresa para abater em torno de 80 a 100 árvores por mês”, afirma.
Desde 2024, a prefeitura não possui contrato vigente para a remoção de árvores de grande porte. A Sema busca agora o apoio das secretarias de Fazenda, Planejamento e Recursos Humanos para viabilizar o aporte financeiro e a contratação de pessoal. O objetivo é dar celeridade ao atendimento, especialmente em situações de desastres climáticos, quando o serviço se torna emergencial.