A Polícia Civil investiga a morte de Thaisa, de 21 anos, assassinada dentro de uma academia de ginástica, em um crime que apresenta fortes indícios de ter sido premeditado. O principal suspeito, um jovem de 20 anos que treinava em um estabelecimento em frente ao local do homicídio, teve a sua prisão em flagrante convertida em preventiva e permanecerá detido até a conclusão das investigações e posterior julgamento.
De acordo com o delegado Magno Miranda, responsável pelo caso, a dinâmica dos fatos reforça a hipótese de planejamento prévio. O investigado costumava frequentar o entorno sob o argumento de procurar emprego, tendo ido ao local em diversas ocasiões após não ser selecionado em um processo seletivo.
Registros em áudio enviados pela própria vítima a uma amiga revelam que a jovem já havia percebido o comportamento estranho e as investidas constantes do rapaz nas dependências do estabelecimento.
A perícia técnica foi acionada para coletar material genético sob as unhas da vítima na tentativa de confirmar o confronto físico e a autoria. No momento da abordagem policial, o suspeito tentou criar uma falsa versão de que teria sido vítima de um assalto, mas ao prestar depoimento oficial, declarou não se lembrar dos fatos.
"Toda a dinâmica leva a crer que ele agiu de forma premeditada, sim, porque ele conhecia o local, treinava na academia à frente e foi para casa, trocou de roupa e voltou ao local do crime", afirmou o delegado Magno Miranda.
Com a decretação da prisão preventiva, o investigado segue recolhido no sistema prisional. Os laudos periciais dos equipamentos eletrônicos e do material biológico recolhido na cena do crime devem ser anexados ao inquérito nos próximos dias para a conclusão do procedimento policial.