As buscas pela fotógrafa Ana Paula, desaparecida após um acidente durante uma trilha no Salto das Orquídeas, em Sapopema, no Norte Pioneiro do Paraná, continuam mobilizando uma grande força-tarefa. Nesta nova etapa da operação, o Corpo de Bombeiros reforçou as equipes e ampliou as áreas de procura, mantendo a esperança de localizar a vítima com vida.
Os trabalhos foram divididos em duas frentes de busca. Enquanto uma equipe percorreu uma propriedade rural localizada do outro lado do rio, outra refez todo o trajeto realizado por Ana Paula e pela amiga Carol, partindo do início da trilha até a região da cachoeira.
Para aumentar a eficiência da operação, os bombeiros utilizam um drone para monitoramento aéreo e uma central móvel de comunicação, responsável por manter contato constante entre as equipes em campo e o comando da ocorrência.
Equipes especializadas reforçam a operação
Cinco bombeiros das unidades de Telêmaco Borba e Ponta Grossa foram deslocados para reforçar as buscas. A operação também conta com o apoio da Defesa Civil, além de moradores da região que participam voluntariamente das buscas.
A principal hipótese investigada é que Ana Paula tenha caído no Salto das Orquídeas, considerada a maior cachoeira da trilha, com aproximadamente 43 metros de altura.
Amiga foi resgatada e relatou o desaparecimento
Ana Paula fazia a trilha acompanhada da amiga Carol, que foi localizada e resgatada na manhã de domingo.
Segundo o relato prestado por Carol, as duas atravessavam um trecho do rio utilizando cordas de apoio quando Ana Paula escorregou. Ao tentar ajudá-la, Carol também caiu na água. Antes de perder contato, ela ainda viu a amiga segurando as cordas, mas, instantes depois, não conseguiu mais localizá-la.
Quem encontrou Carol foi Eliton, funcionário do camping onde as duas estavam hospedadas. Durante uma vistoria na região, ele localizou a jovem, acionou as equipes de resgate e indicou o local onde ela estava.
Trilha exige experiência
O Salto das Orquídeas é conhecido pelas belas paisagens, mas também pelo alto grau de dificuldade da trilha, considerada de nível médio a difícil, principalmente para pessoas sem experiência em caminhadas em áreas de mata e travessias de rios.
As buscas seguem com o emprego de equipes especializadas, incluindo mergulhadores, além do monitoramento aéreo e terrestre. De acordo com o Corpo de Bombeiros, todos os esforços permanecem concentrados na localização da fotógrafa.