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Foz do Iguaçu registra queda nos casos de dengue e amplia método Wolbachia

25 ago 2026 às 12:20

Foz do Iguaçu registra uma queda expressiva nos casos de dengue e chega ao segundo ano consecutivo sem mortes provocadas pela doença. Em 2026, até o momento, foram confirmados 35 casos no município.


A redução é significativa quando comparada aos anos anteriores. Em 2024, Foz do Iguaçu registrou 14.683 casos de dengue e 10 mortes. No ano seguinte, foram 1.031 casos e nenhum óbito. Agora, em 2026, são 35 confirmações e novamente nenhuma morte.


Dengue em Foz do Iguaçu:

  • 2024: 14.683 casos | 10 mortes
  • 2025: 1.031 casos | 0 mortes
  • 2026: 35 casos | 0 mortes


O resultado é atribuído a uma combinação de estratégias adotadas pelo município, como visitas domiciliares, mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e orientação da população.


E, nesta terça-feira (25), Foz do Iguaçu começou a ampliar uma estratégia que utiliza o próprio mosquito no combate à dengue. A segunda fase do método Wolbachia teve início com a liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria.


Os chamados “Wolbitos” são liberados para se reproduzir com os mosquitos que já circulam na cidade. A bactéria Wolbachia passa para as novas gerações e reduz a capacidade do Aedes aegypti de transmitir dengue e outras arboviroses.


A tecnologia começou a ser utilizada em Foz do Iguaçu em 2024 e é conduzida pela Fiocruz e pela Wolbito do Brasil, com apoio de outras instituições.


Nesta segunda etapa, o método será ampliado para mais 28 bairros. Com isso, a estratégia passará a alcançar 100% da área do município.


Apesar da queda expressiva nos indicadores, as autoridades reforçam que os cuidados tradicionais continuam necessários. O Aedes aegypti segue circulando e, por isso, a população deve evitar água parada e eliminar possíveis criadouros.


A combinação entre tecnologia e prevenção busca manter Foz do Iguaçu distante dos números registrados durante os períodos mais graves de transmissão da dengue.

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