Nos últimos dias, o termo Free Flow virou motivo de debate no Paraná. O novo modelo de pedágio, que elimina praças físicas e cancelas, começou a funcionar e já levanta dúvidas entre parlamentares e motoristas.
No sistema, os veículos passam por pórticos instalados nas rodovias. As estruturas identificam automaticamente as TAGs ou as placas, e a cobrança é feita de forma eletrônica, conforme o uso da via. No Oeste e Sudoeste do estado, o modelo já está em operação em Santa Lúcia, na BR-163, em Vitorino, na PR-280, e na PR-182, em Ampére. A concessão nesses trechos é da EPR Iguaçu.
O assunto foi discutido em audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná. Parlamentares questionam a forma de cobrança e apontam divergências sobre a proporcionalidade do valor pago pelo motorista.
O deputado Evandro Araújo destacou que houve mudança na descrição do sistema no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Antes, o texto mencionava cobrança proporcional ao trecho percorrido; agora, essa informação não aparece mais.
Diante do impasse, a Assembleia prepara uma ação civil pública para questionar o modelo de cobrança na Justiça.