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Frio e mudanças climáticas desafiam produtores de hortaliças no Oeste do Paraná

12 mai 2026 às 13:14

Toda mudança climática impacta diretamente a produção de alimentos, especialmente quando se trata das hortaliças. Com a chegada do frio e o risco de geadas, produtores do Oeste do Paraná têm redobrado os cuidados para evitar prejuízos nas lavouras.


Há cerca de 38 anos, a família da produtora Sandra trabalha com o cultivo de hortaliças. O negócio começou com o pai dela e hoje é mantido pela própria Sandra, pelo marido e pela filha, que seguem dedicados à produção rural.


Na propriedade, a família cultiva diferentes tipos de folhosas, como alface, almeirão e rúcula, além de salsinha e cebolinha, atividade conhecida como olericultura.


A rotina exige muito trabalho e atenção diária. Além da alta demanda de produção, os agricultores também precisam enfrentar os desafios provocados pelas condições climáticas.


Nos primeiros meses deste ano, a principal preocupação era a estiagem. Segundo os produtores, a falta de chuva afetou as nascentes da propriedade e prejudicou a irrigação das hortas, obrigando a família a fazer rodízio no uso da água.


Depois da seca, veio a chuva em grande volume. Conforme o produtor Jorge, as precipitações ajudaram na recuperação das plantações e praticamente fizeram a última irrigação natural da horta. Agora, o temor está voltado para a ocorrência de geadas.


Para tentar minimizar os impactos climáticos, a família investiu em uma estufa, estrutura que protege parte da produção contra geada, chuva intensa e até granizo.


Apesar do investimento elevado, os produtores consideram a estrutura fundamental para garantir a renda da família diante das mudanças bruscas no clima. Segundo eles, o custo ainda levará um tempo para ser totalmente pago.


Além das preocupações com o tempo, outro desafio enfrentado pelos produtores é a falta de mão de obra no campo. Mesmo com boa procura pelas hortaliças e produção em alta, encontrar trabalhadores para atuar no setor tem sido cada vez mais difícil.


Entre períodos de seca, chuva, frio intenso e risco de geada, a família segue trabalhando diariamente para manter a produção e garantir alimentos frescos aos consumidores.

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