Funcionários de uma empresa terceirizada responsável por serviços em unidades públicas de Londrina denunciam uma série de problemas relacionados a atrasos de pagamentos e falta de repasses trabalhistas.
Segundo os trabalhadores, o vale-alimentação está atrasado há seis dias. O salário também teria sido pago com atraso, somente no dia 11, situação que tem prejudicado a rotina de funcionários que dependem exclusivamente da renda para manter suas famílias.
O vigia florestal Marcelo Ventura relatou os impactos causados pela falta do benefício e afirmou que a situação atinge principalmente trabalhadores que são responsáveis pelo sustento da casa.
De acordo com os trabalhadores, somente no Jardim Botânico de Londrina, mais de 20 funcionários enfrentam o problema. O sindicato da categoria também informou que profissionais responsáveis pela limpeza dos Centros de Socioeducação não receberam o vale-alimentação.
Os funcionários afirmam ainda que, ao buscar informações sobre os atrasos, recebem respostas consideradas inadequadas por parte da empresa.
O vigia florestal Edson Ribeiro da Silva relatou que trabalhadores teriam sido orientados a procurar outro emprego ao questionarem a situação.
Além dos atrasos nos benefícios, os funcionários denunciam outros problemas trabalhistas, como a falta de recolhimento do FGTS e o não repasse aos bancos de valores referentes a empréstimos consignados descontados diretamente na folha de pagamento.
Segundo Edson Ribeiro da Silva, os descontos são realizados normalmente nos salários, mas os valores não estariam sendo encaminhados corretamente às instituições financeiras.
Esta não é a primeira vez que a empresa terceirizada é alvo de denúncias relacionadas a atrasos nos pagamentos.
No último dia 9, funcionárias responsáveis pela limpeza de delegacias também realizaram protestos contra problemas semelhantes. Outras instituições atendidas pela mesma empresa registraram reclamações envolvendo atrasos e falta de repasses.
No Jardim Botânico, os trabalhadores afirmam que as dificuldades se repetem desde novembro do ano passado.
A Tarobá entrou em contato com a empresa e aguarda resposta.