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Gaeco investiga policial civil afastado por comércio ilegal de medicamentos em Londrina

06 fev 2026 às 09:08

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, deflagrou na manhã desta sexta-feira (6) uma operação para apurar a atuação de uma associação criminosa, com possível participação de um policial civil afastado, envolvida no comércio ilegal de medicamentos e outros crimes.


A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Paraná e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, e teve como objetivo o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nos municípios de Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná, além de Bragança Paulista (SP).


As investigações tiveram início após a localização, no dia 27 de janeiro, de um pacote contendo centenas de ampolas de origem desconhecida no interior de um ônibus intermunicipal que saiu de Foz do Iguaçu. Segundo o Ministério Público, o material apreendido seria composto, supostamente, por medicamentos para emagrecimento e anabolizantes, sem comprovação de procedência legal.


No dia seguinte à apreensão, um policial civil afastado de suas funções teria utilizado arma de fogo e distintivo funcional para coagir funcionários da empresa de transporte e subtrair o material apreendido, sob a justificativa de que estaria realizando uma diligência oficial, o que não foi confirmado pelas autoridades.


Com base nos elementos reunidos, são investigados os crimes de associação criminosa armada, roubo majorado pelo concurso de pessoas e pelo uso de arma de fogo, além de distribuição e venda ilegal de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.


Durante a operação desta sexta-feira, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária, sendo um contra o policial civil afastado e outro contra a passageira que deixou o pacote com as ampolas no ônibus. Também foram executados mandados de busca e apreensão em 11 endereços, ligados a seis investigados.


As medidas judiciais têm como objetivo a apreensão de medicamentos de origem estrangeira, drogas ilícitas, valores em dinheiro, além de dispositivos eletrônicos e documentos, que possam comprovar a materialidade e a autoria dos crimes apurados. As investigações seguem em andamento sob responsabilidade do Gaeco de Londrina.