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Gaeco investiga policial civil por lavagem de dinheiro e organização criminosa em Foz do Iguaçu

28 jul 2026 às 11:32

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta terça-feira (28) a Operação Paralelo Infame, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo um policial civil de Foz do Iguaçu e particulares.


A ação foi realizada pelo Núcleo Regional do Gaeco em Foz do Iguaçu, com apoio da Corregedoria da Polícia Civil do Paraná. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do estado.


Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro e a indisponibilidade de 11 imóveis de alto padrão registrados em nome dos investigados. Os bens são avaliados em aproximadamente R$ 2,28 milhões. Também foi autorizado o bloqueio de valores e ativos financeiros que podem chegar a R$ 6,52 milhões.


Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam celulares, documentos, dinheiro em espécie e outros materiais que podem auxiliar na investigação. Também foram encontrados artigos de luxo que, segundo o Gaeco, podem ter relação com os crimes apurados, como um piano de cauda, instrumentos musicais, guitarras, violões e bolsas de grife.


A investigação começou em outubro de 2024, após a prisão do policial civil por tráfico de drogas em Cascavel. Conforme o Ministério Público, as diligências realizadas desde então apontaram indícios de que o agente teria acumulado patrimônio incompatível com a renda declarada e utilizado terceiros para ocultar bens de possível origem ilícita, inclusive em negociações envolvendo imóveis.


O policial civil permanece preso, mas a detenção ocorreu em razão de outros fatos investigados anteriormente. O Gaeco continua com as diligências para aprofundar a apuração sobre a possível participação dos envolvidos e a origem dos recursos.

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