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Ginecologista é condenado por crimes contra pacientes em Maringá

19 ago 2026 às 11:46

O ginecologista Hilton José Pereira Cardim foi condenado, em primeira instância, a 20 anos e 2 meses de prisão por violação sexual mediante fraude contra cinco pacientes, em Maringá, no Norte do Paraná.


A sentença determina que a pena seja cumprida inicialmente em regime fechado. O médico também deverá pagar indenização mínima de R$ 10 mil para cada uma das cinco vítimas.


A decisão ainda determina a perda do cargo público de professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM).


Como a sentença é de primeira instância e ainda cabe recurso, o médico poderá recorrer em liberdade. O processo tramita sob segredo de Justiça.


Como os crimes teriam ocorrido


Segundo a sentença, o médico teria utilizado a relação de confiança com as pacientes e simulado procedimentos de exames clínicos para praticar os atos de natureza sexual.

Entre os procedimentos mencionados na decisão está a auscultação cardiopulmonar, usada, segundo a sentença, como forma de encobrir os atos.


As penas referentes aos 5 crimes foram somadas pela Justiça.


Outras acusações


Durante a investigação e o processo, foram analisadas 29 acusações. Ao todo, 30 vítimas e 71 testemunhas foram ouvidas.


O médico foi absolvido de 24 das imputações, por falta de provas ou por prescrição de fatos que teriam ocorrido entre 1998 e 2012.


A UEM informou que ainda não havia sido oficialmente notificada da decisão.


O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) também mantém um processo ético-profissional relacionado ao caso, que tramita em sigilo. As possíveis penalidades podem variar de advertência até a cassação do registro profissional.


Defesa vai recorrer


A defesa de Hilton Cardim informou que recebeu a sentença com serenidade e que pretende apresentar os recursos cabíveis para buscar a absolvição.


Os advogados destacaram que o médico foi absolvido da maioria das acusações analisadas e afirmaram que ele não teve o registro profissional cassado e continua exercendo a medicina dentro das condições determinadas pela Justiça.

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