A Polícia Civil informou que os guardas municipais envolvidos na ocorrência que terminou com a morte de um adolescente de 15 anos, em Londrina, na última sexta-feira (31), ainda não foram convocados para prestar depoimento.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação foi assumida oficialmente no início desta semana. Como ainda não houve a oitiva dos agentes e de outras pessoas envolvidas, a autoridade policial afirmou que não é possível, neste momento, emitir qualquer conclusão sobre a dinâmica dos fatos.
O inquérito policial tem prazo de até 30 dias para ser concluído, período em que serão reunidos depoimentos, laudos periciais e demais elementos que auxiliarão no esclarecimento do caso.
Caso ocorreu durante perseguição no Centro
A ocorrência teve início na Rua Espírito Santo, onde, segundo a investigação, o pai do adolescente teria ameaçado a ex-companheira e efetuado disparos de arma de fogo antes de fugir em uma Fiat Toro.
Durante a perseguição pelo Centro de Londrina, o veículo atingiu um motociclista nas proximidades do Ginásio Moringão e, em seguida, colidiu contra um poste no cruzamento das ruas Gomes Carneiro e da Lapa.
Versões sobre a abordagem são investigadas
De acordo com a Guarda Municipal, na abordagem final o adolescente teria tentado sacar um revólver calibre .22, momento em que foi atingido por disparos e morreu no local.
Já o pai do jovem afirmou, em depoimento à polícia, que o filho não estava armado e que teria sofrido uma crise de epilepsia durante a abordagem.
O motorista foi preso em flagrante e encaminhado à Central de Flagrantes, onde foi autuado. Conforme a polícia, ele apresentava sinais de embriaguez.
A investigação segue em andamento e busca esclarecer as circunstâncias da intervenção, confrontando os depoimentos, os laudos periciais e as demais provas produzidas ao longo do inquérito.